terça-feira, 25 de julho de 2017

ABOBRINHA ASSADA COM ALECRIM e CEBOLA


Ingredientes:
2 abobrinhas
1 cebola
1 pimenta dedo-de-moça (opcional)
1 ramo de alecrim
3 colheres (sopa) de azeite
QB de sal e pimenta-do-reino moída na hora



Modo de Preparo:
Preaqueça o forno a 200ºC (temperatura média). Lave e seque as abobrinhas, a pimenta e o alecrim.
Corte as abobrinhas em rodelas grossas, de cerca de 1 cm de espessura (se quiser, descarte as pontas). Corte a cebola em quartos, passando a faca pela raiz; descasque os gomos, sem tirar a raiz - assim todas as camadas ficam juntinhas.
Unte o fundo de uma assadeira grande com 1 colher (sopa) de azeite. Disponha as fatias de abobrinha e os gomos de cebola. Debulhe o ramo de alecrim sobre os legumes. Regue com o azeite restante e tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto. Misture bem com as mãos.
Leve ao forno para assar por cerca de 30 minutos ou até dourar - na metade do tempo, vire os legumes com uma espátula. Retire do forno e transfira as abobrinhas para uma travessa. Fatie a pimenta em rodelas fininhas (lave bem as mãos!) e espalhe pela abobrinha. Sirva a seguir.

Observação: não coloquei a pimenta dedo de moça, conforme fotos.


domingo, 23 de julho de 2017

COMO PREPARAR CARNES




A gente acaba sempre fazendo as mesmas escolhas no supermercado – um dia, preste atenção ao que você coloca no carrinho: sempre compramos o mesmo tipo pão, de sobremesa, de carne… e falando em carne, nesta seara há tantas opções que é natural se sentir perdido quanto ao modo de preparar cada uma.
Quando falamos de carne, a primeira coisa que precisamos pensar é: não existe carne ruim. O que muita gente peca na hora de comprar carne no açougue é não conhecer os tipos de corte, tipos de carne, e que tipo de preparo ficar melhor com cada um.
   
A textura da carne também varia em cada tipo de corte. Por exemplo, os músculos do pescoço e das patas dianteiras são as partes mais exercitadas do animal, e que, consequentemente, são mais duras e com sabor mais pronunciado que os cortes macios.
O tipo de animal também influencia no sabor e na textura: a carne de boi, porco e cabra são bem diferentes umas das outras. Também é preciso levar em consideração a idade dos animais – a carne de vitela, por exemplo, é mais rosada e macia que a carne de animais mais velhos.

Como escolher a carne

No caso da carne de boi, preste sempre atenção à cor da carne, que deve ser bem vermelha. Os veios de gordura devem ser brancos ou ligeiramente amarelados. Faça também o teste do toque: se a carne ceder ao toque e imediatamente voltar ao normal, quer dizer que está bem fresca. O cheiro da carne crua também deve ser suave, fresco e agradável. Nunca compre uma carne que esteja escura, ou com odor desagradável, pois isso indica que ela já está estragada.

Como guardar na geladeira

Cada carne tem o seu prazo de validade, e depende também do peso da peça e do tipo de carne. A moída estraga bem mais rápido do que a mesma carne cortada em pedaços grandes. Assim, quando comprar carne moída, o ideal é prepará-la no mesmo dia, ou então, congelá-la para usar depois. Aliás, as carnes congeladas duram até três meses no freezer, e o jeito certo de descongelá-las é colocando-as dentro da geladeira.
Já peças de carne com até meio quilo aguentam na geladeira por até quatro dias. Peças maiores de até 750 gramas duram até uma semana na geladeira, se embaladas direitinho, em plástico filme. Carnes embaladas a vácuo duram até três vezes mais.

Uma dica: antes de preparar carnes refrigeradas, tire-as da geladeira uma hora antes do preparo, para que elas recuperem a consistência original.

Tipos de corte

Em geral, os cortes conhecidos como de “segunda” são os da parte dianteira do animal, que são mais duras. Os cortes da parte traseira são os mais macios, e conhecidos como carne de “primeira”. Abaixo você confere a classificação feita no Brasil – mas em outros lugares do mundo, como na Argentina, América do Norte e Europa, o boi é dividido de um outro jeito. As principais diferenças estão no corte de contrafilé, que na Argentina se chama bife ancho – o que nos EUA é conhecido como prime rib. Lá na Europa, a mesma carne é vendida como cote de boeuf.

Carnes de primeira:

– Contrafilé: carne macia, longa e arredondada, coberta por gordura. Ideal para bifes finos, simples ou à milanesa, rosbifes de panela ou feitos no forno, picadinhos e brochetes.

– Filé mignon: é a carne preferida dos estrogonofes. O corte é bem macio, magro, e fica ótimo preparado em forma de medalhões, escalopes, bifes, rosbifes de panela ou de forno, picadinho e brochetes. Como não é uma carne que tenha tanto sabor ao ponto de ser servida sozinha, geralmente o filé mignon é acompanhado por molhos como o madeira, mostarda e rosé.

– Alcatra: corte nobre e grande, bom para bifes, para churrasco, rosbife de panela, brochetes e picadinhos.

– Coxão mole: este tipo de carne é bem macio, e fica muito bom se preparado em bifes à role, à milanesa ou em ensopados.

– Coxão duro: este corte é mais magro que o coxão mole, e fica bom em cozimentos mais longos, como ensopados, sopas e caldos.

– Lagarto: esta é uma ótima carne de panela. Pode ser usada para fazer rosbife malpassado e fatiado fino, ou então, servida crua, como carpaccio.

– Patinho: esta carne fica muito boa moída, em preparos como kibe assado e frito, bolo de carne, picadinhos, pastéis, etc.

– Picanha: é a queridinha dos churrascos, com capa grossa de gordura. Também é uma boa opção de a ideia é preparar bifes altos e suculentos.

– Maminha: é uma carne bem versátil, que pode ser feita na panela, usada em churrasco ou assada no forno.

– Fraldinha: esse corte bem magro e alongado é bom para bifes, assados e para churrasco.
Carnes de segunda:

– Aba e capa de filé: assim como quase todas as carnes de segunda, é um corte muito bom para preparo longos de panela, como picadinhos, refogados, carnes de panela e assados.

– Músculo: é uma carne que fica ótima em ensopados como o goulash, e em sopas.

– Paleta: este corte pode virar uma carne assada bem bonita, para servir em um prato grande, regada a molhos bem suculentos.

– Acém: geralmente esta carne é ideal para moer, sendo usada em recheios.

– Peito: esta carne também fica boa em preparações longas na panela, como braciolas e escondidinhos.

– Ponta de agulha: é uma das melhores carnes para preparar na panela de pressão, cortada em cubinhos, com molho bem apurado, para servir com arroz soltinho e batatas.

– Ossobuco: é o corte da canela do boi ou da vitela, que contém carne, osso e tutano. É um hit entre as preparações italianas, e fica muito bom servido com polenta mole.

– Filé de costela: no sul do Brasil esse corte é conhecido como chuleta, e fica bom em churrasco e em preparações assadas ou fritas.

Carne suína

Esse tipo de carne precisa ser sempre cozida a uma temperatura de 75°C, ou então, preparada na salmoura. Em matéria de carne suína, encontramos dois tipos principais: a carne de porco adulto, que fornece cortes como o lombo, pernil, paleta, carré e costelas, e o leitão. Para preparar o porco, você pode usar as técnicas de braseado e guisado. Já o leitão é o porco bem jovem, que ainda não desmamou, e fica melhor assado e recheado.

Carne ovina

As carnes de cordeiro e carneiro são bem macias, tem textura lisa, cor rosada e pouca gordura. Nos açougues, são mais encontrados os cortes de carneiro adulto, como o lombo, o pernil, a paleta, o carré e as costelas. Já o cordeiro de leite é tido como a “vitela” ovina, animal bem jovem ainda em fase de amamentação, com carne bem macia.

Fonte:  https://www.consul.com.br/blog-como-preparar-carnes/

sexta-feira, 21 de julho de 2017

BOLO DE IOGURTE COM CANELA


Ingredientes:
3 ovos
1 iogurte natural de copinho
A mesma medida do copinho de óleo
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1  colher (sopa) de fermento em pó
QB de manteiga, canela e açúcar para untar



Modo de Preparo:
Unte uma forma redonda média com furo com manteiga, canela e açúcar. Misture a canela e o açúcar antes de untar. A medida é mais ou menos 2 colheres (sopa) de açúcar para 1 de canela.
Numa bacia coloque a farinha e o fermento peneirados e misture.
Em outra bacia coloque os ovos, o iogurte, o óleo e o açúcar e bata bem, até ficar um creme fofo.
Misture a farinha com o creme e mexa bem.
Coloque a massa na forma untada e leve para assar em forno pre aquecido (180ºC) por 45 minutos ou faça o teste do palito.
Tire do forno e deixe esfriar por 10 minutos antes de desenformar.

Fonte: http://www.temperocomglamour.com.br/2013/11/comidinhas-bolo-de-iogurte-e-canela.html

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SOPA DE CHUCHU COM BATATA DOCE


Ingredientes:
1 chuchu cortado em cubos
1 batata doce cortada em  cubos
1 dente de alho
1 folha de louro
QB de sal, pimenta do reino, cominho, pimenta caiena, alho poró desidratado e outros temperos do seu gosto
½ cebola picadinha
1 colher (sopa) de azeite
QB de temperinho verde





Modo de Preparo:
Descasque o alho, o chuchu e tire o miolo e corte em cubos, descasque a batata corte em cubos.
Coloque os ingredientes acima e mais a folha de louro em uma panela com a água para cozinhar até ficar macio. Bata a sopa no liquidificador, tempere  e leve novamente ao fogo e deixe ferver por alguns minutos.
Frite a cebola picadinha no azeite e acrescente na sopa.

Sirva a sopa quente com temperinho verde.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

TEMPERO PICANTE DE ESPECIARIAS PARA CARNE DE PORCO E CARNE BOVINA


Ingredientes:
1/4 de xícara de pimenta-ancho em pó
2 colheres (sopa) de coentro em pó
2 colheres (sopa) de mostarda em pó
2 colheres (sopa) de páprica
2 colheres (sopa) de pimenta-do-reino, moída na hora
2 colheres (sopa) de sal kosher
1 colher (sopa) de pimenta-de-arbol  em pó ou pimenta-de-caiena
1 colher (sopa) de cominho em pó
1 colher (sopa) de orégano seco

Modo de Preparo:
Em uma tigela, coloque a pimenta-ancho, o coentro, a mostarda, a páprica, a pimenta-do-reino, o sal, a pimenta-de-arbol, o cominho e o orégano e misture bem.
Armazene em local fresco e escuro, em um recipiente bem fechado, por até 6 meses.

Observações: fiz meia receita e substitui o sal kosher por sal marinho, a mostarda em pó por mostarda em grão, não usei a pimenta-ancho e temperei um pernil, conforme foto.


sábado, 15 de julho de 2017

FRANGO "CHEFS EM AÇÃO"


Ingredientes:
1 ovo
1 xícara de leite
1 frango inteiro cortado à passarinho
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de alho em pó
4 colheres (sopa) de páprica defumada
2 colheres (sopa) de cebola em pó
2 colheres (sopa) de ervas secas
2 colheres (sopa) de gengibre em pó
1 colher (sopa) de pimenta-do-reino em pó
2 colheres (sopa) de mostarda em grãos
2/3 de colher (sopa) de sal

Modo de Preparo:
Misturar o ovo e o leite, cobrir o frango com a preparação e deixar descansar por 20 minutos em temperatura ambiente. Reservar.
Em uma tigela, misturar a farinha de trigo com todos os ingredientes secos.
Retirar o frango da marinada, escorrer e empanar na farinha temperada.
Deixar descansar 20 minutos e fritar por imersão em óleo nem muito quente e nem muito frio. A temperatura do óleo deve ser no máximo de 175 graus.





- Molho de iogurte:
Ingredientes:
300g de iogurte natural desnatado
Suco de 1 limão siciliano
QB de pimenta-do-reino
QB de sal
QB de salsa
QB de azeite
Raspas de 1 limão siciliano

Modo de Preparo:
Misturar o iogurte com o suco de limão, salsa e azeite.
Temperar com sal e pimenta-do-reino e finalizar com as raspas de limão. Servir com o frango frito.

- Molho de gorgonzola:
Ingredientes:
200ml de creme de leite fresco
150g de requeijão cremoso
100g de queijo gorgonzola
QB de pimenta-do-reino
QB de salsa

Modo de Preparo:
Levar o creme de leite ao fogo e deixar reduzir.
Adicionar o requeijão cremoso, o queijo gorgonzola, a salsa e temperar com pimenta-do-reino.
Deixar derreter o queijo, misturar e servir com o frango frito.

Fonte: https://br.canalsony.com/programas/chefs-em-acao/legumes-rusticos

Observações: assei o frango em forno pre aquecido (180ºC) e fiz o molho de gorgonzola, conforme fotos! 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

SALADA DE CEVADINHA COM MAÇÃ, RÚCULA E TOMATE


Ingredientes:
1 xícara (chá) de cevadinha lavada e escorrida
QB de folhas de rúcula
½ maçã cortada em gomos
½ cebola roxa cortada em gomos
1 tomate italiano cortado em gomos
QB de sal
QB de suco de limão
QB de azeite de oliva

Modo de Preparo:
Cozinhe a cevadinha com água até ficar macia. Deixe esfriar.
Numa saladeira coloque a cevadinha, a cebola, o tomate, a maçã e a rúcula. Tempere com sal, suco de limão e azeite. Misture delicadamente. Sirva a seguir.

terça-feira, 11 de julho de 2017

LEGUMES RÚSTICOS


Ingredientes:
1 batata doce roxa
1 batata doce laranja
2 mandioquinhas
1 batata doce branca
2 beterrabas
8 dentes de alho com casca
2 ramos de alecrim
2 ramos de sálvia
QB de azeite
QB de sal
QB de pimenta-do-reino



Modo de Preparo:
Cortar os legumes em cubos grandes sem tirar a casca e amassar rapidamente os dentes de alho.

Misturar todos os ingredientes em um refratário e levar ao forno a 180ºC por aproximadamente 40 minutos.

domingo, 9 de julho de 2017

HISTÓRIA DA SOPA


 por Virgínia Brandão

 Sopa é um alimento líquido ou pastoso, umas vezes feita somente de pão e água, outras com cereais e, ainda, hortaliças e carne de diversos tipos. Presente na alimentação humana desde que o homem pré-histórico encontrou um meio de aquecer a água para cozer alimentos - a sopa foi, provavelmente, a primeira comida elaborada e criativa da História, já que resulta da mistura de ingredientes e estes são praticamente infindáveis. Afinal, diz a lenda, que, havendo água, até de pedra se pode fazer uma sopa.

Com toda a sua simplicidade e rusticidade, a sopa nasceu quando o homem se deu conta que as carnes duras que caçava se amaciavam e adquiriam melhor sabor se cozidas com água e ervas. Quando ele bebeu desse caldo e se agradou dele, a sopa se incorporou à civilização para nunca mais sair. Recipientes de todas as espécies, do estômago de animais à sopeiras de ouro, testemunharam ao longo dos tempos o hábito ininterrupto, de todos os povos, de preparar e tomar sopas. Por ser um prato fácil e acessível, de considerável valor nutritivo e energético, os caldos e as sopas foram a base da nutrição de, praticamente, todas as civilizações.

A Bíblia nos conta que os hebreus, no Egito, preparavam suculentos caldos e, referindo-se a Gedeon, nos diz; "matou um cordeiro, pôs sua carne em uma panela e fez caldo". Na Grécia, a sopa fazia sucesso. Em Atenas, a de lentilhas, em Esparta, o famoso "Caldo Negro"  feito com sangue de alguns animais misturado com vinagre e especiarias (parece estranho, alguns autores dizem que era intragável, mas o frango ao molho pardo, aquele das Minas Gerais, também tem essa base). Na China, os camponeses se reconfortavam com sopas de arroz e favas. Roma teve uma grande tradição "sopeira". Desde os seus primórdios os pastores tinham como prato principal e cotidiano uma sopa de farro (um grão típico da Itália, muito antigo, semelhante ao trigo mas de consistência mais dura) e grão de bico, que se acompanhava com outros produtos de época como verduras, legumes, frutas e queijos. A decadência de Roma coincide com o auge das sopas, que chegou a transformar-se num alimento de luxo.

Após a queda do Império Romano, a sopa sobreviveu ao Império Bizantino, cujo povo se regalava com sopas de peixes com legumes, muito nutritivas e açucaradas com mel em abundância.


Apogeu na Idade Média

No século 12, sopa designa um pedaço de pão sobre o qual se verte caldo fervente de carnes, legumes ou vinho, diretamente em travessas fundas de madeira, barro cozido ou estanho. Uma crônica da época, conta que os priores e abades foram os primeiros adeptos da iguaria, fazendo servir de 5 a 6 sopas distintas diariamente, além de ser o tema um assunto de animadas conversas e discussões

Durante a Idade Média, as sopas, de fato, ganham notoriedade, não só nas abadias e mosteiros. A medicina reconhece suas virtudes terapêuticas e passa a prescrevê-la como remédio, sendo o caldo de galinha o mais cotado, antes de qualquer outra.

Na mesa do pobre, ela era, de longe, o alimento complementar mais importante. De ovos, favas, abóbora, alcachofra, alho-porro, ervilha, couve, rabanete e outras hortaliças, em geral selvagens, era ela que, de manhã e de noite, ajudava a engolir o pão duro e escuro dos camponeses, este, o principal elemento da alimentação popular. O caldo dessa sopa era, quase sempre, temperado com cebolas e dentes de alho e aromatizado com  diversas ervas; sempre que possível, um pdaço de carne, em geral de porco, salgado, temperado com gordura, manteiga ou óleo.

Foi, ainda, a essa altura, que as sopas começaram a aparecer no repertório culinário da nobreza européia, mas, diferentemente da sopa dos pobres, os caldos eram fartos em carnes e condimentados com muitas especiarias. Eram comuns as sopas agridoces, nas quais usava-se mel e, mais tarde, açúcar. Também era costume colorir as sopas: açafrão para ficarem amarelas, leite de amêndoas para ficarem brancas.

Tempos Modernos

De arquétipo das virtudes campesinas e posterior emblema da calma felicidade burguesa, a sopa adentra a era moderna sofisticando-se. A  partir do século 16, as cozinhas italiana e francesa deram o seu "toque de classe" à arte de prepará-las. A primeira introduziu a novidade das massas e ervas aromáticas como o tomilho, os orégãos e a manjerona. Na França, os cozinheiros davam o seu melhor: crèmes, bouillons, veloutés, consommés..., batizando as suas invenções com nomes de reis.

No século 17, Louis 13, rei da França, saboreava, diariamente, dois grandes pratos de sopa. Entusiasmado com os legumes, mandou que se plantassem no Palácio de Versailles os mais delicados e deliciosos legumes e estes passaram a entrar nas  inúmeras "potage de plaisirs" (sopa de prazeres) que se tornaram a última moda entre a aristocracia francesa. Isto estimulou os cozinheiros da época, entre eles, Françoise de la Varenne (1615-1678), que, sozinho, criou mais de 300 receitas diferentes.

Nas mãos dos mais célebres chefs franceses, as receitas reais se enriquecem e, no século 19, por toda a Europa, as sopas passam a abrir o menu dos jantares das boas mesas. Uma mesma refeição pode comportar de duas a cinco sopas diferentes: "A la Conti, A la Saint-Cloud, A la Dauphine, A la Pluche…". Nesta época, o grande chef de cozinha Antoine Carême, atualizou as velhas fórmulas e legou à posteridade as bases das receitas que ainda hoje se servem nos restaurantes mais afamados do mundo inteiro.

Mais sofisticadas, com consistência mais leve, as sopas servidas como entrada têm por papel abrir o apetite a fim de fazer honra à abundância das refeições onde se sucedem, às vezes, mais de dez pratos. Paralelamente, a sopa guarda seu status de prato único e substancioso junto às famílias pobres, sobretudo dos camponeses.


A Sopa Tecnológica

O século 20 assistirá à evolução dos modos de alimentação, inseparáveis das transformações dos modos de vida humanos, mas a sopa continuou tendo relevante papel na dieta universal. Com a tecnologia, vieram as sopas prontas, em lata, desidratadas, congeladas, dos mais variados sabores, pra todos os gostos e bolsos. Algumas são realmente muito gostosas e, todas, inegavelmente práticas. Entretanto, numa noite de frio, quem resiste a uma sopinha caseira, feita com ingredientes naturais fresquinhos, impregnando a casa com seu perfume e fumegando na sopeira?

Sopas mais famosas do mundo

Alguns pratos são como o cartão de visita de um povo, porque fazem parte da sua cultura gastronômica e da sua História. Isso acontece de uma maneira muito especial com as sopas, que, em boa parte do mundo, são, tradicionalmente, o primeiro prato da refeição principal do dia. Veja algumas delas:

 - Do Brasil: Bambá de Couve (farinha de milho e couve), Caldo de Mocotó, Caldo de Feijão;

- De Portugal: a Canja (que, segundo alguns especialistas, terá vindo da Índia) e o Caldo Verde;

- Da Espanha: o Gazpacho (com tomate, pepino, alho, pão e azeite, servida fria).

- Da França: a Soupe à l'Oignon (a base de cebola) e a Bouillabaisse (a base de legumes com frutos do mar frescos), Bisque (cremosa, a base de frutos do mar);

- Da Inglaterra: a Oxtail (sopa de rabo de boi);

- Da Itália: o Minestrone (com feijão, massas e legumes,comumente feita com lingüiça);

- Da China:  a Sopa de Ninhos de Andorinha, Won Ton (caldo com bolinhos recheados de hortaliças e carne);

- Do Japão: Missoshiro (caldo de peixe com missô)

- Do Vietnã: Canh Chua (caldo aromatizado com hortelã e tamarindo com pedaços de peixe);

- Da Tailândia: Tom Kha Gai (de leite de coco com frango, muito coentro e outros aromas);.

- Da Rússia: o Bortsch (de beterraba frescas, servida quente ou fria);

- Do México: Posole (com carne de porco ou frango, caldo e canjica);

- Dos Estados Unidos: Vichyssoise (de batata e alho porro, servida fria); Clam Chowder (creme encorpado, quase em mingau a base de moluscos, batatas e leite)

- De Cuba: Sopa de Frijoles com Calabaza, (de feijões com abóbora);

- Do Haiti: Consommé a l'Orange (de caldo de frango, suco de laranja e cravo da índia)

- Do Egito: Melokhia (a base de uma erva egípcia que dá nome à sopa e carne de cordeiro ou frango);

- De  Israel: Pumpkin Soup (de abóbora e caldo de frango).



Fonte: http://correiogourmand.com.br/info_01_cultura_gastronomica_01_26.htm

sexta-feira, 7 de julho de 2017

RECEITA DE TORTA DE RICOTA DOCE


Ingredientes:
500g de ricota fresca
3 colheres (sopa) de amido de milho
2 colheres (sopa) de açúcar demerara
1 xícara (chá) de leite de amêndoas
4 ovos
Raspas de 1 limão
Óleo de coco para untar




Modo de Preparo:
1- Separe as gemas das claras e reserve.
2- No liquidificador, bata as gemas, o amido de milho, a ricota, o leite condensado de aveia, o leite de amêndoas e o açúcar. Reserve.
3- Na batedeira, bata as claras até que fiquem em consistência de neve
4- Incorpore a massa batida no liquidificador com as claras em neve, adicione as raspas de limão e mexa com uma espátula delicadamente.
5- Em uma forma untada com óleo de coco, despeje a mistura e leve ao forno pré-aquecido a 180° por aproximadamente 40 minutos.
6- Espere esfriar para desenformar e sirva.


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